Andréa Hygino
Exposições Superfície +

2023
CADEIRAÇO

Exposições Individuais +

2024
O Corpo Dissente. Sesc Nova Iguaçu, Rio de Janeiro, Brasil.

2024
Klassenzimmer [Sala de Classe]. Kunstverein Bielefeld, Bielefeld, Alemanha.

Exposições Coletivas +

2025
Prêmio PIPA 2025. Paço Imperial, Rio de Janeiro, Brasil.

2025
100 anos da Colônia Juliano Moreira. Museu Bispo do Rosário, Rio de Janeiro, Brasil.

2025
Afro-brasilidade. FGV Arte, Rio de Janeiro, Brasil.

2025
Cândido, ou o Otimismo. Galeria Candido Portinari | UERJ, Rio de Janeiro, Brasil.

2025
Hair Salon. Munique, Alemanha.

2024
uma cadeira é uma cadeira é uma cadeira. Galeria Luísa Strina, São Paulo, Brasil.

2024
Encruzilhadas da Arte Afro-Brasileira. CCBB, Belo Horizonte, Brasil.

2024
POSVERSO – I Bienal Internacional de Poesía Experimental. Argentina.

2024
Chora Agora — Primeiro Ato. Ocupação Funarte SP, São Paulo, Brasil.

2024
Do desenho. Centro Cultural dos Correios, Rio de Janeiro, Brasil.

2024
Necessidade Vontade Desejo. Galeria Athena, Rio de Janeiro, Brasil.

2023
Encruzilhadas da Arte Afro-Brasileira. CCBB, São Paulo, Brasil.

2023
Ensaios para o Museu das Origens. Instituto Tomie Ohtake | Itaú Cultural, São Paulo, Brasil.

2023
Essas pessoas na sala de jantar. Casa Museu Eva Klabin, Rio de Janeiro, Brasil.

2023
Além-Vista. Casa Gabriel, São Paulo, Brasil.

2023
POW e/ou BLEFE. Massapê Projetos, São Paulo, Brasil.

2023
A quarta geração construtiva no Rio de Janeiro. FGV Arte, Rio de Janeiro, Brasil.

2023
MUAMBA: Brazilian Traces of Movement. Ruby Cruel, Londres, Reino Unido.

2023
Refundação. Galeria Reocupa | Ocupação 9 de Julho, São Paulo, Brasil.

2023
Mostra VERBO. Galeria Vermelho, São Paulo, Brasil.

2022
Prêmio FOCO 2022. ArtRio, Rio de Janeiro, Brasil.

2022
CADEIRAÇO [Barricada]. Museu da Universidade de Witwatersrand, Joanesburgo, África do Sul.

2022
I Like South America South America Likes Me. Galeria Belmacz, Londres, Reino Unido.

2022
On the shoulders of giants / Sobre os ombros de gigantes. Galeria Nara Roesler, Nova York, EUA | São Paulo, Brasil.

2022
Suburbanidades: O Lugar da periferia na arte contemporânea. MAC Niterói, Rio de Janeiro, Brasil.

2022
Saravá. Anita Schwartz Galeria de Arte, Rio de Janeiro, Brasil.

2021
Mostra Poéticas Femininas na Periferia. Paço Imperial, Rio de Janeiro, Brasil.

2021
19º Salão Nacional de Arte de Jataí. Jataí, Goiás, Brasil.

2020
Abre Alas 16. Galeria A Gentil Carioca, Rio de Janeiro, Brasil.

2020
minúsculas. Centro de Artes Calouste Gulbenkian, Rio de Janeiro, Brasil.

2020
24º Salão Anapolino de Arte. Galeria Antônio Sibasolly, Anápolis, Goiás, Brasil.

2020
Corpos-cidades. Espaço Cultural Pence, Rio de Janeiro, Brasil.

2020
Esqueleto. Paço Imperial, Rio de Janeiro, Brasil.

2020
Fotograma por fotograma. Cine Galeria, Rio de Janeiro, Brasil.

2019
Emergência dos corpos. Centro Cultural Justiça Federal, Niterói, Brasil.

2018
Achados e perdidos. Galeria Gustavo Schnoor | UERJ, Rio de Janeiro, Brasil.

2018
Destraços. Galeria de Arte UFF Leuna Guimarães dos Santos, Niterói, Brasil.

2018
[Des] formar. Centro Cultural do Colégio Pedro II, Rio de Janeiro, Brasil.

2018
Circuito Grude 2018 – Incorporo a revolta. Brasil.

2017
Panelas de pressão também sibilam. Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica, Rio de Janeiro, Brasil.

2017
Prova de Estado. Galeria Candido Portinari | UERJ, Rio de Janeiro, Brasil.

2016
Impressões cotidianas. Espaço Vórtice | UFRJ, Rio de Janeiro, Brasil.

2014
Formação 2013. Galeria Gustavo Schnoor | UERJ, Rio de Janeiro, Brasil.

2013
2ª Edição da MOSCA ArtCon. Escola de Belas Artes | UFRJ, Rio de Janeiro, Brasil.

Andréa Hygino atua como artista visual, arte-educadora e professora. É bacharela em Artes Visuais pelo Instituto de Artes da Universidade Estadual do Rio de Janeiro [UERJ] e Mestra em Linguagens Visuais pela Universidade Federal do Rio de Janeiro [UFRJ]. Frequentou os ateliês de gravura da Escola de Artes Visuais [EAV] do Parque Lage e da UERJ, tendo atuado como professora substituta de desenho na Escola de Belas Artes da UFRJ. Atualmente, leciona no Instituto de Artes da UERJ e em espaços independentes, como o Estúdio Belas Artes e o Centro Cultural Lanchonete<>Lanchonete.

Reconhecida expressivamente no circuito nacional e internacional, a artista foi agraciada com o Prêmio PIPA, o Prêmio FOCO ArtRio [2022] e o Prêmio SelecT de Arte Educação [2020] — este último pelo projeto “Saída de Emergência”, em coautoria com Luiza Coimbra. Sua forte atuação na intersecção entre arte e pedagogia também a levou a assinar como Curadora Educativa da 14ª Bienal do Mercosul. Além disso, realizou residências artísticas de prestígio na Bag Factory [África do Sul] e no Kunstverein Bielefeld [Alemanha].

Andréa produz a partir de diversas linguagens, como o desenho, performance, escultura e fotografia, mas encontra na gravura uma investigação em especial: a operação de gravar uma superfície e produzir uma marca sobre um suporte se revela enquanto vontade de construção de um arquivo de memórias inscritas. Em entrevista para a revista Desvio, a artista comenta: “O que me interessa, para além do próprio comentário sobre gravura, é resgatar esses rastros de existências que são geralmente invisibilizadas ou apagadas; fazer lembrar e celebrar pessoas anônimas; contar e arquivar suas histórias em registros fragmentados.”.

As especificidades dos processos gráficos de seus trabalhos, como repetição, diferenciação e espelhamento, ensejam a discussão sobre aparelhos do adestramento escolar, ecoando folhas pautadas, exercícios de caligrafia, cadeiras para destros, carimbos didáticos, entre outros — pesquisa que ganhou corpo em suas individuais recentes Cadeiraço [Superfície, 2023] e Klassenzimmer [Alemanha, 2024]. De forma geral, a obra de Andréa reflete criticamente a situação da educação e do ensino público no Brasil, encontrando na desobediência estudantil o lugar necessário de contestação e criação.

Obras

O trabalho é uma espécie de cartilha escrita dentro da minha própria boca –  precisamente sobre a língua, órgão da comunicação/fala e da digestão. A tipografia é feita com macarrões para sopa de letrinhas. A cartilha apresenta nomes de alimentos geralmente encontrados nas cestas básicas. Tipos de comer é uma boca aberta pra comer e pra falar; uma cartilha contra as condições de inanição e ignorância em nosso país.

Sem Título

da série Tipos de comer, 2022
Impressão adesivada em PVC
Políptico de 18
13 × 20 cm cada

Sem Título

da série Tipos de comer, 2022
Impressão adesivada em PVC
Políptico de 18
13 × 20 cm cada

Tipos de comer

da série Tipos de comer, 2022
Impressão adesivada em PVC
Políptico de 18
13 × 20 cm cada

Ensino Superior

2022
Madeira
200 x 60 x 55 cm

Saída de Emergência

2022
Madeira
286 x 80 x 45 cm

Vista da exposição individual Sala de Classe [Klassenzimmer] (2024), no Kunstverein Bielefeld, em Bielefeld, Alemanha.

Vista da exposição individual Sala de Classe [Klassenzimmer] (2024), no Kunstverein Bielefeld, em Bielefeld, Alemanha.

Vista da exposição individual Sala de Classe [Klassenzimmer] (2024), no Kunstverein Bielefeld, em Bielefeld, Alemanha.

Estudo sobre a mesa

2015
Apropriação de mesa escolar
Escultura | gravura
222 × 41 110 cm

Fotogr: Karoline Mosinho e Galeria Nara Roesler

Um palimpsesto de traços, desenhos, riscos, palavras depositadas sucessivamente. A série Prova de Estado é um conjunto composto por oito gravuras obtidas a partir da impressão de tampos de carteiras escolares.
A apropriação desta superfície como matriz xilográfica ready made gerou gravuras que reproduzem os registros deixados por diversas alunas e alunos ao longo do tempo.

Fotografia: Caapiranga Produções

P.E. Janelas

da érie Prova de Estado, 2013
Xilogravura
Tinta tipográfica sobre papel chinês
42 × 60 cm

Fotografia: Caapiranga Produções

P.E. Zigue-zague

da série Prova de Estado, 2013
Xilogravura
Tinta tipográfica sobre papel chinês
42 × 60 cm

Escreveu, não leu. O pau comeu

da série Tábuas, 2021
Matriz de xilogravura em pinusDíptico, 60 x 25 cm (cada)

Escreveu, não leu. O pau comeu

da série Tábuas, 2021
Matriz de xilogravura em pinus
Díptico, 60 x 25 cm (cada)

Carne. Verbo

da série Tábuas, 2021
Matriz de xilogravura em pinus
Díptico, 60 x 25 cm (cada)

Vista da exposição individual Sala de Classe [Klassenzimmer] (2024), no Kunstverein Bielefeld, em Bielefeld, Alemanha.

Sem Título

da série Como usar uma carteira escolar, 2022
Grafite e lápis de cor sobre papel
42 × 29,7cm

Vista da exposição individual Sala de Classe [Klassenzimmer] (2024), no Kunstverein Bielefeld, em Bielefeld, Alemanha.

Desenho de pauta à mão livre

2017
Desenho
Caneta azul sobre folha de papel almaço sem pauta
Dimensões variáveis

Fotografia: Caapiranga Produções

Estudo para um cadeiraço #1

2023
Tinta de carimbo sobre papel
57,5 x 42 cm

Estudo para um cadeiraço #2

2023
Tinta de carimbo sobre papel
57,5 x 42 cm

a-e-i-o-u

2023
Vídeo-performance
em parceria com Artur Souza

Vista da exposição individual Sala de Classe [Klassenzimmer] (2024), no Kunstverein Bielefeld, em Bielefeld, Alemanha.

Vista da exposição individual Sala de Classe [Klassenzimmer] (2024), no Kunstverein Bielefeld, em Bielefeld, Alemanha.

Vista da exposição individual Sala de Classe [Klassenzimmer] (2024), no Kunstverein Bielefeld, em Bielefeld, Alemanha.

Sem Título

da série Mordido, 2019/2022
Coleta de lápis mordidos por estudantes
Dimensões variáveis

Fotografia: Pedro Bittencourt

TiposDeComer

Projeto educacional de ponta I

2023
Metal e tampa de caneta Bic
18 x 8 cm

Projeto educacional de ponta II

2023
Metal e tampa de caneta Bic
1,20 x 100 cm

Vista da exposição individua O Corpo Dissente (2024), no SESC Nova Iguaçu, Rio de Janeiro, Brasil.

Vista da exposição individua O Corpo Dissente (2024), no SESC Nova Iguaçu, Rio de Janeiro, Brasil.

Vista da exposição individual O Corpo Dissente (2024), no SESC Nova Iguaçu, Rio de Janeiro, Brasil.

Pipas alfabéticas

2024
Foto/ação/festival de pipas
Registros fotográficos: Getulio Ribeiro
Participantes: Turma 1601 (Escola Juliano Moreira)

Pipas alfabéticas

2024
Foto/ação/festival de pipas
Registros fotográficos: Getulio Ribeiro
Participantes: Turma 1601 (Escola Juliano Moreira)

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2024
Foto/ação/festival de pipas
Registros fotográficos: Getulio Ribeiro
Participantes: Turma 1601 (Escola Juliano Moreira)

Vista da exposição individual Sala de Classe [Klassenzimmer] (2024), no Kunstverein Bielefeld, em Bielefeld, Alemanha.

a cadeira, o Levante, a ginga

2024
Performance: Andréa Hygino e contramestre Coqueiro
Câmera/edição: Marina S. Alves

Cadeira Universitária

2017
Intervenção no espaço público com lambe-lambes
Serigrafia sobre papel jornal
Dimensões variáveis

Co-autoria: Luiza Coimbra
Fotografia: George Magaraia

Cadeira Universitária

2017
Intervenção no espaço público com lambe-lambes
Serigrafia sobre papel jornal
Dimensões variáveis

Co-autoria: Luiza Coimbra
Fotografia: George Magaraia

Saída de Emergência

da série Protótipos Inadequados, 2021
Madeira
23 × 26 × 61 cm

Ensino Superior

da série Protótipos Inadequados, 2021
Madeira
23 × 26 × 61 cm

Ambidestra

da série Protótipos Inadequados, 2021
Madeira
26 × 23 × 42cm

Escreveu, não leu: o pau comeu

 

Escreveu, não leu: o pau comeu

As duas artistas, posicionadas de um lado e de outro do vidro da biblioteca do Museu de Arte do Rio [Espaço Orelha], empreendem sobre a superfície translúcida um exercício de cópia, de repetição escrita. A primeira artista escreve e reescreve ao longo de todo o vidro a frase “Escreveu, não leu: o pau comeu“ utilizando caneta de quadro azul. A segunda artista, do outro lado do vidro, contorna as letras já escritas – e espelhadas do seu ponto de vista – utilizando caneta de quadro vermelha; um exercício servil, mecânico, mimético e irrefletido. Não por acaso, o ditado popular que denota coerção, obediência irrefletida, utiliza como lugar metafórico o ambiente escolar. O discurso contido na sentença Escreveu, não leu: o pau comeu expõe as duas facetas de um mesmo problema: um processo de aprendizado reduzido a ideia de obedecer regras e repetir modelos estabelecidos sem ponderar e uma sociedade subserviente, alheia a um posicionamento crítico.

Fotografia: Rudolf Kurz

“Este é um pequeno passo para o homem…”
[Neil Armstrong]

Investigo existências que não são mencionadas pela História e seus registros oficiais ou pela grande mídia, pessoas talvez consideradas não memoráveis; aquelas que se juntam nessa massa de gente nas ruas da cidade, que movimentam a vida diária e real. Diante das imagens célebres das pegadas de Neil Armstrong no terreno lunar, estas seriam apenas os pequenos passos de homens e mulheres comuns. Enquanto reúno esses vestígios, reflito sobre a própria forma como um arquivo é elaborado. Que interesses balizam o que deve integrar, ou não, o arquivo? Quem deve ser lembrado? Quem será apagado/esquecido? Quem tem direito à memória? Ou ainda, quem tem direito sobre ela?

Sem Título #1

da série Das vezes que não foi à Lua, 2017/2020
Frotagem
Grafite sobre algodão cru
53 × 77 cm

Fotografia: Gabriel Lopes

Sem Título #2

da série Das vezes que não foi à Lua, 2017/2020
Frotagem
Grafite sobre algodão cru
90 × 45 cm

Fotografia: Gabriel Lopes

Sem Título #4

da série Das vezes que não foi à Lua, 2017/2020
Frotagem
Grafite sobre algodão cru
68 × 53 cm

Fotografia: Gabriel Lopes

Marimbas

2017
Carimbos didáticos, linha de pipa e cerol
100 cm

Marimbas

2017
Carimbos didáticos, linha de pipa e cerol
100 cm

Exercício da destreza

2016
Desenho
Grafite sobre folha pautada
Políptico de 70
29,7 × 21 cm cada

Exercício da destreza

Valendo-me de minha condição de canhota, iniciei um exercício diário de redação manual até que minha mão direita adquirisse a capacidade de produzir uma escrita semelhante a da esquerda. Em folhas pautadas escrevia repetidamente a frase “Devo desenhar com destreza”, dispondo-a como nas cópias que os alunos/as são obrigados/as a fazer.

Fotografia: Caapirangas Produções

Sem título #1

da série Evanescências, 2015
Gravura de topo e tinta tipográfica sobre papel Hahnemuhle
23,5 × 17 cm

Fotografia: Pedro Bittencourt