A Superfície tem o prazer de apresentar Sistema-mundo, segunda individual de Marina Camargo na galeria, com curadoria de Tiago Mesquita.
Natural de Maceió, a artista vive entre Porto Alegre e Berlim, tendo estudado em Barcelona e Munique. Essa vivência geográfica perpassa também o seu trabalho, no qual a noção de deslocamento aparece como modus operandi para lidar com a ordem estabelecida do mundo através, majoritariamente, de mapas.
Desde o início, sua produção é guiada por um conceito ampliado de desenho, onde o ato de pensar e a imagem caminham juntos. Para a artista, os mapas não são apenas registros geográficos, mas estruturas que revelam as ordens do mundo, traduzindo narrativas históricas, políticas e sociais. É nesse contexto que se insere Sistema-mundo, nova exposição da artista.
Desde que se tornou uma técnica positiva, o desenho de mapas é motivo de controvérsia. Trata-se de estabelecer limites físicos e políticos em um mundo em permanente disputa e crise persistente, no qual esses litígios territoriais violentos se acirram. Assim, o desencontro entre a forma dos mapas e a realidade que eles pretendem descrever torna-se ainda mais agudo. E Marina Camargo dá forma à instabilidade dessas descrições.
No vídeo O mapa redesenhado, por exemplo, enfileira uma sucessão de lugares-comuns sobre as transformações internacionais recentes e o significado que elas têm para o redesenho das relações geopolíticas e geoeconômicas. Os mapas da artista não encontram territórios bem delimitados, mas a sua corrosão. Tentam dar forma ao absurdo, às transformações e ao colapso. Como não serve mais para orientar, aquele projeto gráfico tornou-se uma projeção da crise.
Em 2010, Marina Camargo recebeu uma bolsa do Deutscher Akademischer Austauschdienst [DAAD] para estudar com Peter Kogler, na Akademie der Bildenden Künste, em Munique. Suas obras integram algumas coleções nacionais importantes, como o Museu de Arte do Rio [MAR], o Museu de Arte do Rio Grande do Sul [MARGS], o Centro Cultural São Paulo [CCSP], entre outros.
A artista também integra a 16ª Bienal Internacional de Arte Contemporânea de Curitiba, que abrirá ao público no dia 16 de junho de 2026.
Com abertura marcada para quinta-feira, 18 de junho, Sistema-mundo inaugura na Superfície e permanece em cartaz na sede da Oscar Freire até agosto de 2026.

English












