Da construção da cor à dispersão da luz
22.06 — 10.08.24
Long-play / Triângulos Entrosados

1955
Esmalte sobre Eucatex
45 x 45 cm

Artista: 

A Superfície tem o prazer de apresentar a exposição Da construção da cor à dispersão da luz, individual que retoma o trabalho de Hermelindo Fiaminghi de forma plural e panorâmica, vinte anos após o falecimento do artista. Com texto de Agnaldo Farias, a mostra homenageia a sua importante trajetória para a arte brasileira, contemplando desde trabalhos da sua fase concretista nos anos 1950 até obras da longa pesquisa que intitulou Corluz.

Nascido em São Paulo em 1920, Fiaminghi foi um artista de intensa atuação no cenário cultural da cidade. Suas várias experiências profissionais implicam um corpo de obras múltiplo e que, à primeira vista, pode parecer dissonante, mas indicam a continuidade de seu pensar.

Em sua fase concretista, Fiaminghi explora os limites dos códigos geométricos, criando composições rítmicas que sugerem o deslocamento de formas, principalmente triângulos, a partir da lógica concreta e marcadas pelo contraste entre o pleno e o vazio. Entre 1959 e 1966, o artista passa a frequentar o ateliê de Alfredo Volpi, onde se aprofunda no uso da têmpera e herda parte de seus pigmentos, explorando cada vez mais a transparência das cores, no que ele nomeou de Corluz, pesquisa que perdurará até o fim de sua vida.

Ele entende a questão inicial como algo mais complexo: a luz branca que incide sobre um prisma e se dispersa nas várias cores que a compõem. Há a passagem de uma produção construtiva para o uso menos rígido das formas e cores, revelando o colorido como superfície flutuante. O gesto pictórico se destaca e sua pintura passa a revelar o próprio ato de pintar, assumindo sua subjetividade.

Hermelindo Fiaminghi participou de diversas individuais e coletivas, incluindo seis Bienais Internacionais de São Paulo. Na importante I Exposição Nacional de Arte Concreta, no MAM São Paulo, ele apresentou cinco trabalhos dos quais dois integram a presente mostra. O artista integra hoje importantes coleções públicas e privadas, no Brasil e no exterior, com destaque para o MAM São Paulo, o MoMA NY, o Museum of Fine Arts de Huston, além das coleções Ella Fontanals e Patricia Phelps de Cisneros. Com cerca de 20 trabalhos, Da construção da cor à dispersão da luz abre no sábado 22 de junho de 2024, e permanece em cartaz até 10 de agosto do mesmo ano.

Long-play / Triângulos Entrosados

1955
Esmalte sobre Eucatex
45 x 45 cm

Composição vertical I

1953
Óleo sobre tela
45 x 37 cm

Círculos alternados II

1955/1978
Esmalte sobre madeira
60 x 60 cm

Long-play / Triângulos Entrosados

1955
Esmalte sobre Eucatex
45 x 45 cm

Triângulos com movimento espiral

1956
Esmalte sobre Eucatex
60 x 60 cm

Círculos com movimento alternado

1955/1978
Esmalte sobre madeira
60 x 60 cm

Círculos alternados III

1955/1978
Esmalte sobre madeira
60 x 60 cm

Sem título

1956/1973
Têmpera-vinílica sobre tela
90 x 80 cm

Sem título

1970
Têmpera-vinílica sobre tela
70 x 70 cm

Retícula Corluz B

1970
Têmpera sobre tela
70 x 70 cm

Sem título

Déc. 1970
Têmpera-vinílica sobre tela
100 x 50 cm

Casulírico [“SJC”]

1975
Têmpera-óleo sobre tela
70 x 70 cm

Corluz 9002

Déc. 1980
Têmpera sobre tela
140 x 150 cm

Corluz 5787

1987
Têmpera-óleo sobre tela
130 x 150 cm

Corluz 6687

Corluz 6687

Corluz 8913

1989
Têmpera-óleo sobre tela
130 x 150 cm

Corluz 8915

1989
Têmpera sobre tela
117 x 140 cm

Corluz 8925

1989
Têmpera-óleo sobre tela
130 x 150 cm

Corluz 9600

1996
Têmpera sobre tela
130 x 150 cm

Corluz

S/D
Têmpera sobre tela
120 x 140 cm