Celeida Tostes | Estate
Exposições Superfície +

2024
Vênus Ancestral

2020
Ventre da Terra

Exposições Individuais +

2003
Arte do Fogo, do Sal e da Paixão. Centro Cultural Banco do Brasil, Rio de Janeiro, Brasil.

2002
Fertilidade. Espaço Antonio Bernardo, Rio de Janeiro, Brasil.

1994
Individual de Celeida Tostes. Paço Imperial, Rio de Janeiro, Brasil.

1987
Oficina de Artes de Fogo. Galeria Cesar Aché, Rio de Janeiro, Brasil.

1959
Individual de Celeida Tostes. University of Southern California, Los Angeles, Estados Unidades.

Exposições Coletivas +

2025
Histórias da ecologia. Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand [MASP], São Paulo, Brasil.

2024
A forma do fim: esculturas no acervo da Pinacoteca. Pina Estação, São Paulo, Brasil.

2024
Era uma vez: visões do céu e da terra. Pina Contemporânea, São Paulo, Brasil.

2023
Ana Mendieta: Silhueta em Fogo e terra abrecaminhos. SESC Pompeia, São Paulo, Brasil.

2022
37º Panorama da Arte Brasileira — Sob a cinza, a brasa. Museu de Arte Moderna de São Paulo [MAM SP], São Paulo, Brasil.

2021
Composições para tempos insurgentes. Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro [MAM RJ], Rio de Janeiro, Brasil.

2021
Estado Bruto. Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro [MAM RJ], Rio de Janeiro, Brasil.

2021
Constelação Clarice. Instituto Moreira Salles [IMS], São Paulo, Brasil.

2018
Mulheres Radicais: arte latino-americana, 1960–1985. Pinacoteca do Estado de São Paulo, São Paulo, Brasil.

2017
Radical Women: Latin American Art, 1960–1985. Hammer Museum, Los Angeles, Estados Unidos; Brooklyn Museum, Nova York, Estados Unidos.

2017
Coleção MAC Niterói: arte contemporânea no Brasil. Museu de Arte Contemporânea de Niterói [MAC Niterói], Niterói, Brasil.

2005
Homo Ludens: do faz-de-conta à vertigem. Itaú Cultural, São Paulo, Brasil.

2002
A recente coleção do MAC. Museu de Arte Contemporânea de Niterói [MAC Niterói], Niterói, Brasil.

2002
Caminhos do contemporâneo: 1952–2002. Paço Imperial, Rio de Janeiro, Brasil.

2000
O século das mulheres: algumas artistas. Casa de Petrópolis – Instituto de Cultura, Petrópolis, Brasil.

2000
Brasilidades. Centro Cultural Light, Rio de Janeiro, Brasil.

1998
Tridimensionalidade na arte brasileira do século XX. Itaú Galeria, Brasília, Brasil.

1997
Tridimensionalidade na arte brasileira do século XX. Itaú Galeria, Brasília, Brasil.

1996
Impressões itinerantes. Fundação Clóvis Salgado – Palácio das Artes, Belo Horizonte, Brasil.

1995
2ª Bienal Barro de América. Centro de Arte de Maracaibo Lia Bermúdez, Maracaibo, Venezuela.

1995
Rio: mistérios e fronteiras. Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro [MAM RJ], Rio de Janeiro, Brasil.

1995
A infância perversa: fábulas sobre a memória e o tempo. Museu de Arte Moderna da Bahia, Salvador, Brasil.

1994
Sob o signo de Gêmeos. Galeria Saramenha, Rio de Janeiro, Brasil.

1994
3ª Rio Mostra. Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro [MAM RJ], Rio de Janeiro, Brasil.

1992
1ª Bienal Barro de América. Museo de Artes Visuales Alejandro Otero [MAVAO], Caracas, Venezuela.

1992
Eco-Arte-92: Expressão Brasil. Espaço Petrobras, Rio de Janeiro, Brasil.

1991
21ª Bienal Internacional de São Paulo. Fundação Bienal de São Paulo, São Paulo, Brasil.

1991
22º Panorama da Arte Brasileira. Museu de Arte Moderna de São Paulo [MAM SP], São Paulo, Brasil.

1991
Processo nº 738.765-2. Escola de Artes Visuais do Parque Lage [EAV Parque Lage], Rio de Janeiro, Brasil.

1990
Mostra de aquisições. Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro [MAM RJ], Rio de Janeiro, Brasil.

1990
Projetos Arqueos. Fundição Progresso, Rio de Janeiro, Brasil.

1990
Armadilhas indígenas. Complexo Cultural Funarte, São Paulo, Brasil.

1989
O mestre à mostra. Escola de Artes Visuais do Parque Lage [EAV Parque Lage], Rio de Janeiro, Brasil.

1988
19º Panorama da Arte Brasileira. Museu de Arte Moderna de São Paulo [MAM SP], São Paulo, Brasil.

1988
Panorama da arte tridimensional brasileira. Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro [MAM RJ], Rio de Janeiro, Brasil.

1988
1ª Bienal de Escultura do Rio de Janeiro. Escola de Artes Visuais do Parque Lage [EAV Parque Lage], Rio de Janeiro, Brasil.

1987
Pela própria natureza. Galeria de Arte UFF, Niterói, Brasil.

1987
Território ocupado. Escola de Artes Visuais do Parque Lage [EAV Parque Lage], Rio de Janeiro, Brasil.

1986
16º Panorama da Arte Brasileira. Museu de Arte Moderna de São Paulo [MAM SP], São Paulo, Brasil.

1984
Arquitetura da terra ou o futuro de uma tradição milenar. Centro Georges Pompidou, Paris, França.

1984
Cerâmicas. Galeria de Arte UFF, Niterói, Brasil.

1983
17ª Bienal Internacional de São Paulo. Fundação Bienal de São Paulo, São Paulo, Brasil.

1983
Uma rosa é uma rosa é uma rosa. Galeria de Arte UFF, Niterói, Brasil.

1983
5º Salão Nacional de Artes Plásticas. Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro [MAM RJ], Rio de Janeiro, Brasil.

1982
3º Salão Paranaense de Cerâmica. Museu Alfredo Andersen, Curitiba, Brasil.

1982
1º Salão Paulista de Arte Contemporânea. Fundação Bienal de São Paulo, São Paulo, Brasil.

1982
Arquitetura da terra. Solar Grandjean de Montigny, Rio de Janeiro, Brasil.

1981
HMST: 4 instalações e 4 artistas. Paço das Artes, São Paulo, Brasil.

1981
4º Salão Nacional de Artes Plásticas. Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro [MAM RJ], Rio de Janeiro, Brasil.

1980
1º Salão Paranaense de Cerâmica. Museu Alfredo Andersen, Curitiba, Brasil.

1980
37º Salão Paranaense. Teatro Guaíra, Curitiba, Brasil.

1980
1º Salão Paulista de Artes Plásticas e Visuais. Fundação Bienal de São Paulo, São Paulo, Brasil.

1979
Escultores brasileiros. Galeria Aktuell, Rio de Janeiro, Brasil.

1960
9º Salão Nacional de Arte Moderna. Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro [MAM RJ], Rio de Janeiro, Brasil.

1959
8º Salão Nacional de Arte Moderna. Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro [MAM RJ], Rio de Janeiro, Brasil.

1953
Exposição Anual da ENBA. ENBA, Rio de Janeiro, Brasil.

Coleções Públicas +
Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular, Rio de Janeiro, Brasil.

Museu de Arte Contemporânea de Niterói [MAC Niterói], Rio de Janeiro, Brasil.

Museu de Arte do Rio [MAR], Rio de Janeiro, Brasil.

Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro [MAM RJ], Rio de Janeiro, Brasil.

Pinacoteca do Estado de São Paulo, São Paulo, Brasil.

Nascida no Rio de Janeiro em 1929, Celeida Moraes Tostes formou-se na Escola Nacional de Belas Artes em 1955. Entre 1958 e 1959, foi premiada com uma bolsa do governo norte-americano para estudar na Universidade do Sul da Califórnia, onde pôde aprofundar e ampliar seu conhecimento sobre técnicas industriais de cerâmica. Ainda em solo americano, foi assistente da renomada artista nativa-americana Maria Martinez, oportunidade fundamental para aproximá-la, definitivamente, do trabalho com o barro. Buscando expandir sua pesquisa, em 1973 cursou Antropologia Cultural na UFF e, em 1975, estendeu seus estudos na School of Arts do Cardiff College, no País de Gales, onde experimentou técnicas de reciclagem.

Paralelamente ao seu trabalho artístico, atuou ao longo de sua vida como professora em atividades acadêmicas e projetos de pedagogia radical. A partir de 1975, passou a lecionar na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, onde foi professora por mais de 20 anos. No começo da década de 1980, iniciou um marcante trabalho com a comunidade do morro do Chapéu Mangueira, assumindo a coordenação do projeto Formação de Centros de Cerâmica Utilitária nas Comunidades de Periferia Urbana do Rio de Janeiro. Sua prática pedagógica e artística também se estendeu a outros públicos plurais, incluindo oficinas no Presídio Frei Caneca, na COPPE/UFRJ e com crianças de rua. De 1989 até 1992, lecionou na Escola de Belas Artes da UFRJ.

Após seu falecimento em janeiro de 1995, Celeida Tostes foi homenageada em 1996 na II Bienal Barro de América, em Caracas, na Venezuela.

A feminilidade — bem como as temáticas relacionadas a ela: fertilidade, sexualidade, maternidade, fragilidade, resistência, nascimento, morte e corpo — é um fio condutor da obra da artista, que elegeu o barro como a matéria-prima fundamental de seu trabalho, imortalizado em séries como Vênus, Ovos e Bolas. Na experimentação com o material, a artista extrapola a noção de uso e funcionalidade: com gestos marcados pela repetição e insistência, Celeida transforma barro em corpo cerâmico. Tema e matéria-prima se complementam: a relação com a terra, com o orgânico, o inorgânico, o animal, o vegetal, os corpos. Em Passagem [1979], por exemplo, ela registra um rito no qual é envolvida em uma ânfora de argila com o auxílio de duas assistentes. Completamente coberta pelo barro, a artista então escapa, rompendo a estrutura e deslizando para fora deste útero simbólico: renascendo.

Obras

Celeida Tostes na Oficina de Artes do Fogo e Transformação de Materiais, Parque Lage, Rio de Janeiro

Foto: Celso Guimarães

Guardião

Déc. 1980

Celeida Tostes no Parque Lage, Rio de Janeiro

Foto: Celso Guimarães

Guardião

Déc. 1980
Solo-cimento
150 × 60 × 40 cm

Foto: Vicente de Mello

Guardião

Déc. 1980
Solo-cimento
290 × 70 × 115 cm

Foto: João Bosco

Guardião

Déc. 1980
Solo-cimento
290 × 70 × 115 cm

Foto: João Bosco

Gesto Arcaico

Instalação para a 21ª Bienal de São Paulo, 1991

Gesto Arcaico nome que encontrei para a ação reflexa da mão quando recebe em seu bojo  o barro macio, é o trabalho que apresento na 21ª Bienal de São Paulo. Foi feito de mutirão. Sem referência de classe, centenas de mãos de identificaram no gesto. Só um aperto, um toque, um amassado. Não há nenhuma intenção de forma, mas cada olho com sua história, irá construir um objeto, uma referência. O trabalho realizou-se no presídio Frei Caneca no Rio de Janeiro, no Morro do Chapéu Mangueira, comunidade chamada favela, na Universidade Federal do Rio de Janeiro, no Parque Lage, no Museu de Arte Mooderna do Rio, com gente que passava, com doutores na COPPE da UFRJ, com empregadas domésticas, com meninos de rua.

Texto de Celeida Tostes.
Foto: Ariovaldo Santos |
CPDoc JB

 

 

Roda na capa da Revista Módulo, edição 93, 1987

Revista Arte Cerâmica do 30º Congresso Brasileiro de Cerâmica. Na capa: forno do Galpão de Arte do Chapéu Mangueira.

Passagem

1979
Impressão sobre
papel fotográfico
Conjunto de 23 imagens + poema
23,5 x 35 cm [horizontais]
35 x 23, 5 [verticais]

©Henri Stahl
©Celeida Tostes

Passagem

1979/2021
Impressão
sobre papel fotográfico

Passagem

1979/2021
Impressão
sobre papel fotográfico

Passagem

1979/2021
Impressão
sobre papel fotográfico

Vista da exposição Ventre da Terra, na  Superfície, São Paulo, 2020.

Em Passagem (1979), com a ajuda de duas assistentes, a artista cobriu o corpo com argila líquida e submergiu em um grande vaso de barro construído em seu apartamento em Botafogo, no Rio de Janeiro. As assistentes cobriram o vaso com mais barro até fechá-lo, mantendo Celeida selada lá dentro, como se dentro de um ovo. Depois de algum tempo, a artista rompeu a estrutura com força e projetou seu corpo para fora, o que rendeu um trabalho entre a escultura, a performance e a fotografia.

Texto escrito por Pollyana Quintella em ocasião da mostra

 

Sem Título

da série Ninhos, S/D
Cerâmica e gramínea seca
[ninho: 10 × 15 ø cm | ovos: 5,5 × 4,4 ø cm, 3,5 × 3 ø cm, 3,1 × 2,8 ø cm]

Foto: Leonardo Ramadinha

Sem título

da série Ninhos, S/D
Cerâmica, palha e cartão
8,3 × 18,3 cm

Foto: Leonardo Ramadinha

Sem Título

Da série Ovos, S/D
Cerâmica
30 x 30 x 8 cm

Crédito fotográfico: Vicente de Mello

Sem Título

Da série Fendas, Déc. 1970
Cerâmica
22 x 22 cm

Vênus

Déc. 1980
Cerâmica
25 x 11 x 7 cm

João de Barro

S/D
Cerâmica
20 x 23 x 17 cm

João de Barro

S/D
Cerâmica
19 x 19 x 19 cm

João de Barro

S/D
Cerâmica
20 x 20 x 20 cm

Vênus Ancestral

Da série Ferramentas, 1979
Argila
47 x 32 x 9 cm

Crédito fotográfico: Vicente de Mello

Sem Título

Déc. 1970
Cerâmica e ferro
25 x 28 x 28 cm

Sem Título

Déc. 1970
Cerâmica e ferro
12 peças medindo
entre Ø 19 e Ø 31 cm [cada]

Crédito fotográfico: Henri Stahl

Vênus

Déc. 1980
Cerâmica
46,6 x 15,5 x 11 cm

Sem Título

Da série Rodas, 1983
Solo-cimento
50 discos
Ø 5 cm [cada]

 

Guardião

Déc. 1980
Cerâmica
36 x 15 x 9,5 cm

Déc. 1980
Argila
Ø 90 cm

Déc. 1980
Argila
Ø 90 cm

Amassadinhos

1991
Argila
Aproximadamente 142 peças, medindo entre 5 e 15 ø cm cada

Detalhe dos Amassadinhos, na exposição Ventre da Terra, na Superfície, em 2020.
A relação de Celeida com o barro é estreita e se reflete sobretudo em gestos contínuos e insistentes. Repetir, repetir, repetir, até que o fazer supere o indivíduo, como num mantra. Os Amassadinhos (1991) também podem ser lidos como um gesto praticado à exaustão. O que a artista persegue é o fazer arcaico, originário.

Texto escrito por Pollyana Quintella em ocasião da mostra

Vênus

Déc. 1970
Cerâmica
12 x 6 x 5 cm

Sem Título

Da série Vênus, Déc. 1970
Cerâmica
7 peças medindo
entre 3 e 14 cm [cada]

Sem Título

Das série Bastões, Rodas
e Ferramentas, Déc. 1970
Cerâmica
18 peças medindo
entre 3 e 14 cm [cada]

Vênus

Déc. 1980
Cerâmica
42,3 x 16,2 x 11 cm

Vênus

Déc. 1980
Cerâmica
57 x 17 x 11 cm

Guardião

Déc. 1980
Cerâmica
37 x 16 x 12 cm

Sem Título

Da série Selos, 1982
Cerâmica
Aprox. 5 cm [cada]

Crédito fotográfico: Vicente de Mello

 

Sem Título

Da série Rodas, 1983
Cerâmica e ferro
Conjunto de 20 peças
Aprox. Ø 50 cm [cada]

Crédito fotográfico: Marcia Foletto

 

Guardião

Déc. 1980
Solo-cimento
150 x 60 x  40 cm

Beijinho

Déc. 1970
Cerâmica
83 x 26 x 25 cm

Crédito fotográfico: Edouard Fraipont (Cortesia Gomide&Co)

Vênus e Guardião

Déc. 1970
Cerâmica
40 x 20 x 20 cm [cada]

Guardião

S/D
Cerâmica
36 x 16 x 16 cm

Crédito fotográfico: Vicente de Mello

Sem Título

Da série Urnas, Déc. 1980
Cerâmica
26 x 26 x 26 cm

Sem Título

Da série Urnas, Déc. 1980
Cerâmica
34 x 22 x 22 cm