Celeida Tostes
Exposições Superfície +

2020
Ventre da Terra

Exposições Individuais +

2003
Arte do Fogo, do Sal e da Paixão. Centro Cultural Banco do Brasil (CCBBRJ), Rio de Janeiro, Brasil.

2002
Fertilidade. Espaço Antonio Bernardo, Rio de Janeiro, Brasil.

1994
Individual de Celeida Tostes. Paço Imperial, Rio de Janeiro, Brasil.

1990
Armadilhas Indígenas. Complexo Cultural Funarte, São Paulo, Brasil.

1988
Panorama da Arte Tridimensional Brasileira. Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM/RJ), Rio de Janeiro, Brasil.

1987
Oficina de Artes de Fogo. Galeria Cesar Aché, Rio de Janeiro, Brasil.

1959
Individual de Celeida Tostes. University of Southern California, Los Angeles, Estados Unidades.

Exposições Coletivas +

2022
37º Panorama de Arte Atual Brasileira — Sob as cinzas, brasa. Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM/SP), São Paulo, Brasil.

2021
Composições para tempos insurgentes. Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM/RJ), Rio de Janeiro, Brasil.
Estado Bruto. Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM/RJ), Rio de Janeiro, Brasil.
Constelação Clarisse. Instituto Moreira Salles (IMS), São Paulo, Brasil.

2018
Mulheres Radicais: arte latino-americana, 1960-1985. Pinacoteca do Estado de São Paulo, São Paulo, Brasil.

2017
Coleção MAC Niterói: arte contemporânea no Brasil. Museu de Arte Contemporânea de Niterói (MAC Niterói), Rio de Janeiro, Brasil.

2005
Homo Ludens: do faz-de-conta à vertigem. Itaú Cultura, São Paulo, Brasil.

2002
A Recente Coleção do MAC. Museu de Arte Contemporânea de Niterói (MAC Niterói), Rio de Janeiro, Brasil.
Caminhos do Contemporâneo: 1952/2002. Paço Imperial, Rio de Janeiro, Brasil.

2000
O Século das Mulheres: algumas artistas. Casa de Petrópolis, Instituto de Cultura, Rio de Janeiro, Brasil.
Brasilidades. Centro Cultural Light, Rio de Janeiro, Brasil.

1998
Tridimensionalidade na Arte Brasileira do Século XX. Itaú Galeria, Distrito Federal, Brasília, Brasil.

1997
Tridimensionalidade na Arte Brasileira do Século XX. Itaú Galeria, Distrito Federal, Brasília, Brasil.

1996
Impressões Itinerantes. Fundação Clóvis Salgado. Palácio das Artes, Belo Horizonte, Brasil.

1995
2ª Bienal Barro de América. Centro de Arte de Maracaibo Lia Bermúdez, Maracaibo, Venezuela.
Rio: mistérios e fronteiras. Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM/RJ), Rio de Janeiro, Brasil.
A Infância Perversa: fábulas sobre a memória e o tempo. Museu de Arte Moderna da Bahia, Salvador, Brasil.

1994
Sob o Signo de Gêmeos, Galeria Saramenha, Rio de Janeiro, Brasil.
3ª Rio Mostra. Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM/RJ), Rio de Janeiro, Brasil.

1992
1ª Bienal Barro de América. Museo de Arte Contemporáneo de Caracas Sofía Imber, Caracas, Venezuela.
Eco-Arte-92 : Expressão Brasil. Espaço Petrobras, Rio de Janeiro, Brasil.

1991
21ª Bienal Internacional de São Paulo. Fundação Bienal de São Paulo, São Paulo, Brasil.
22º Panorama de Arte Atual Brasileira. Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM/SP), São Paulo, Brasil.
Processo nº 738.765-2. Escola de Artes Visuais do Parque Lage (EAV Parque Lage), Rio de Janeiro, Brasil.

1990
Mostra de Aquisições. Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM/RJ), Rio de Janeiro, Brasil.
Projetos Arqueos. Fundição Progresso, Rio de Janeiro, Brasil.

1989
O Mestre à Mostra. Escola de Artes Visuais do Parque Lage (EAV Parque Lage), Rio de Janeiro, Brasil.

1988
19º Panorama de Arte Atual Brasileira. Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM/SP), São Paulo, Brasil.

1987
Pela Própria Natureza. Galeria de Arte UFF, Rio de Janeiro, Brasil.
Território Ocupado. Escola de Artes Visuais do Parque Lage (EAV Parque Lage), Rio de Janeiro, Brasil.

1986
16º Panorama de Arte Atual Brasileira. Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM/SP), São Paulo, Brasil.

1984
Arquitetura da Terra ou o Futuro de uma Tradição Milenar. Organizada pelo Centro Georges Pompidou, no Musée d'Art Moderne de Paris, Paris, França.
Cerâmicas. Galeria de Arte UFF, Rio de Janeiro, Brasil.

1983
17ª Bienal Internacional de São Paulo. Fundação Bienal de São Paulo, São Paulo, Brasil.
Uma Rosa É uma Rosa É uma Rosa. Galeria de Arte UFF, Rio de Janeiro, Brasil.
5º Salão Nacional de Artes Plásticas. Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM/RJ), Rio de Janeiro, Brasil.

1982
3º Salão Paranaense de Cerâmica. Museu Alfredo Andersen, Curitiba, Brasil.
1º Salão Paulista de Arte Contemporânea. Fundação Bienal de São Paulo, São Paulo, Brasil.
Arquitetura da Terra. Solar Grandjean de Montigny, Rio de Janeiro, Brasil.

1981
HMST: 4 instalações e 4 artistas. Paço das Artes, São Paulo, Brasil.
4º Salão Nacional de Artes Plásticas. Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM/RJ), Rio de Janeiro, Brasil.

1980
1º Salão Paranaense de Cerâmica. Museu Alfredo Andersen, Curitiba, Brasil.
37º Salão Paranaense. Teatro Guaíra, Curitiba, Brasil.
1º Salão Paulista de Artes Plásticas e Visuais. Fundação Bienal de São Paulo, São Paulo, Brasil.

1979
Escultores Brasileiros. Galeria Aktuell, Rio de Janeiro, Brasil.

1960
9º Salão Nacional de Arte Moderna. Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM/RJ), Rio de Janeiro, Brasil.

1959
8º Salão Nacional de Arte Moderna. Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM/RJ), Rio de Janeiro, Brasil.

1953
Exposição Anual da Enba. Enba, Rio de Janeiro, Brasil.

Coleções Públicas +
Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM/RJ), Rio de Janeiro, Brasil.

Museu de Arte Contemporânea de Niterói (MAC Niterói), Rio de Janeiro, Brasil.

Nascida no Rio de Janeiro em 1929, Celeida Tostes formou-se na Escola Nacional de Belas Artes em 1955. Alguns anos depois, foi premiada com uma bolsa do governo norte-americano para estudar na Universidade do Sul da Califórnia, onde pode aprofundar e ampliar seu conhecimento sobre técnicas industriais de cerâmica. Ainda em solo americano, Celeida foi assistente da artista Maria Martinez, oportunidade fundamental para aproximá-la, definitivamente, do trabalho com o barro. Paralelamente ao seu trabalho artístico, atuou ao longo de sua vida como professora em atividades acadêmicas. A partir de 1975, passa a lecionar na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, onde foi professora por mais de 20 anos. No começo da década de 1980, a artista iniciou um trabalho com a comunidade do morro do Chapéu Mangueira, assumindo a coordenação do projeto Formação de Centros de Cerâmica Utilitária nas Comunidades de Periferia Urbana do Rio de Janeiro e instruindo grupos de residentes da comunidade no manuseio e na criação com o barro local. Alguns anos depois, então, deu aulas na Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro, de 1989 até 1992. Em 1996, pouco após seu falecimento, Celeida Tostes foi homenageada na II Bienal Barro de América, em Caracas, na Venezuela.

A feminilidade — bem como as temáticas relacionadas a ela: fertilidade, sexualidade, maternidade, fragilidade, resistência, nascimento, morte e corpo — é um fio condutor da obra da artista, que elegeu o barro como a matéria-prima fundamental de seu trabalho. Na experimentação com o material a artista extrapola a noção de uso e funcionalidade: com o gestos marcados pela repetição e insistência, Celeida transforma barro em corpo cerâmico. Tema e matéria-prima se complementam, a relação com a terra, com o orgânico, o inorgânico, o animal, o vegetal, os corpos. Em Passagem (1979), por exemplo, ela registra um rito no qual é envolvida em uma ânfora de argila com o auxílio de duas assistentes. Completamente coberta pelo barro, a artista então escapa, rompendo a estrutura e deslizando para fora deste útero simbólico: renascendo.

 

Obras

Passagem

1979/2021
Impressão
sobre papel fotográfico
Políptico de 23 fotografias
[h: 23,5 × 35 cm | v: 35 × 23,5 cm]

Passagem

1979/2021
Impressão
sobre papel fotográfico
[h: 23,5 × 35 cm]

Passagem

1979/2021
Impressão
sobre papel fotográfico
[h: 23,5 × 35 cm]

Passagem

1979/2021
Impressão
sobre papel fotográfico
[v: 35 × 23,5 cm]

Vista da exposição Ventre da Terra, na  Superfície, São Paulo, 2020.

Em Passagem (1979), com a ajuda de duas assistentes, a artista cobriu o corpo com argila líquida e submergiu em um grande vaso de barro construído em seu apartamento em Botafogo, no Rio de Janeiro. As assistentes cobriram o vaso com mais barro até fechá-lo, mantendo Celeida selada lá dentro, como se dentro de um ovo. Depois de algum tempo, a artista rompeu a estrutura com força e projetou seu corpo para fora, o que rendeu um trabalho entre a escultura, a performance e a fotografia.

Texto escrito por Pollyana Quintella em ocasião da mostra

 

Celeida Tostes no Parque Lage, Rio de Janeiro

Foto: Celso Guimarães

Guardião

Déc. 1980
Solo-cimento
150 × 60 × 40 cm

Foto: Vicente de Mello

Guardião

Déc. 1980

Guardião

Déc. 1980
Solo-cimento
290 × 70 × 115 cm

Foto: João Bosco

Guardião

Déc. 1980
Solo-cimento
290 × 70 × 115 cm

Foto: João Bosco

Revista Arte Cerâmica do 30º Congresso Brasileiro de Cerâmica. Na capa: forno do Galpão de Arte do Chapéu Mangueira.

Roda na capa da Revista Módulo, edição 93, 1987

Déc. 1980
Argila
90 ø cm

Foto: Vicente de Mello

Celeida Tostes na Oficina de Artes do Fogo e Transformação de Materiais, Parque Lage, Rio de Janeiro

Foto: Celso Guimarães

Amassadinhos

1991
Argila
Aproximadamente 142 peças, medindo entre 5 e 15 ø cm cada

Detalhe dos Amassadinhos, na exposição Ventre da Terra, na Superfície, em 2020.
A relação de Celeida com o barro é estreita e se reflete sobretudo em gestos contínuos e insistentes. Repetir, repetir, repetir, até que o fazer supere o indivíduo, como num mantra. Os Amassadinhos (1991) também podem ser lidos como um gesto praticado à exaustão. O que a artista persegue é o fazer arcaico, originário.

Texto escrito por Pollyana Quintella em ocasião da mostra

Gesto Arcaico

Instalação para a 21ª Bienal de São Paulo, 1991

Gesto Arcaico nome que encontrei para a ação reflexa da mão quando recebe em seu bojo  o barro macio, é o trabalho que apresento na 21ª Bienal de São Paulo. Foi feito de mutirão. Sem referência de classe, centenas de mãos de identificaram no gesto. Só um aperto, um toque, um amassado. Não há nenhuma intenção de forma, mas cada olho com sua história, irá construir um objeto, uma referência. O trabalho realizou-se no presídio Frei Caneca no Rio de Janeiro, no Morro do Chapéu Mangueira, comunidade chamada favela, na Universidade Federal do Rio de Janeiro, no Parque Lage, no Museu de Arte Mooderna do Rio, com gente que passava, com doutores na COPPE da UFRJ, com empregadas domésticas, com meninos de rua.

Texto de Celeida Tostes.
Foto: Ariovaldo Santos |
CPDoc JB

 

 

Sem Título

da série Rodas, S/D
Solo-cimento
35 discos, aproximadamente
5 ø cm cada

Foto: Acervo Projeto
Celeida Tostes

Celeida Tostes com obras da série Rodas, na sua individual do Paço Imperial, Rio de Janeiro,  1994

Foto: Marcia Foletto |
Agência O Globo

Sem Título

da série Ninhos, S/D
Cerâmica e gramínea seca
[ninho: 10 × 15 ø cm | ovos: 5,5 × 4,4 ø cm, 3,5 × 3 ø cm, 3,1 × 2,8 ø cm]

Foto: Leonardo Ramadinha

Sem título

da série Ninhos, S/D
Cerâmica, palha e cartão
8,3 × 18,3 cm

Foto: Leonardo Ramadinha